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O uso dos padrões de comportamento social

    O comportamento social exige padrão, porque sem o padrão não se tem parâmetros para julgamentos - e precisamos julgar o caráter de cada pessoa, até por uma questão de autoproteção. Contudo, todo padrão de comportamento está ligado a criação dos modismos dentro de uma cultura, dentro de um tempo e relacionado a uma linguagem. A moda define o padrão e o padrão exige o comportamento. Numa reflexão materialista, isso não passa de baboseira. Podemos muito bem desdenhar dos padrões sociais, já que eles não são absolutos: nem universais, nem atemporais. Cada cultura exibe um comportamento social sobre o que ela valoriza e desvaloriza.
    Numa problematização geral, o equivalente de todas as culturas unidas, sobre qual a mais bela e importante, qual a melhor, seria a redução de todas a zero. Todas as culturas por serem criadas podem ser alteradas e não têm ligação com a realidade fora da sociedade. Logo, independente de todas serem criações do homem para controlar e se manifestar como espécie, a melhor cultura, a mais importante, sempre será aquela que prioriza o direito individual de cada pessoa e o conforto à uma vida tranquila e abastada por recursos.
    Entre uma cultura em que é permitido o estupro de uma mulher e o seu direito ao seu próprio corpo, a segunda opção é obviamente a mais confortável e igualitária. Entre uma cultura em que se exige o corte do prepúcio e uma que lhe dá o direito de escolha, a segunda opção, também, parece a mais louvável. Esse "senso comum" que se baseia no conforto e liberdade individual é que deve ser mantido e preservado, e representa historicamente a maneira mais correta de se pensar - se levado em consideração a reprodução da espécie.

    Numa mudança drástica de cenário, vemos em escolas, por exemplo, diversas taxações sobre qual roupa, modo de andar, de falar, são mais aceitos, e a quebra do padrão que a maioria valora parece ser digna de descrédito e humilhação, quando na verdade não é; Essencialmente as modas não têm qualquer significado. A liberdade de poder escolher a maneira como você deseja se expressar e viver é inteiramente sua, e por mais que haja uma pressão psicológica lhe induzindo a ser e viver de determinada maneira, ela substancialmente se reduz sozinha por falta da base de uma argumentação plausível.

    Nada tem que ser porque tem que ser, tudo tem um significado real e uma representação.

    Viver de qualquer maneira e fazer qualquer coisa, respeitando a liberdade individual das pessoas, de conforto delas e as leis, é a base maior para sua satisfação e a dos demais, o resto não tem peso na realidade.



Matheus Ferreira







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