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A força do homem convertida em estro - Goethe

Mas não raro igualmente esmeros de arte
do diuturno desprezo alfim triunfam.
Quem de brilhos se paga abdica os evos.
Vão à posteridade as obras-primas.
(...)
Tantos entes diversos, desconjuntos,
quem os une em convívio harmonioso?
quem transforma paixões em tempestades?
quem acende arrebóis na mente escura?
no caminho da amada quem semeia
as flores mais louçãs da primavera?
quem de tênues folhinhas entretece
c'roa, que a todo mérito premeie?
quem funda Olimpos? quem despacha deuses?
a força do homem convertida em estro.






Goethe em Fausto

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