"Sempre, então, que qualquer coisa na natureza nos parecer ridícula, absurda ou nociva, será porque temos um conhecimento parcial das coisas e ignoramos, em geral, a ordem e a coerência da natureza como um todo, e queremos que tudo seja arranjado de acordo com os ditames de nossa própria razão; embora, na verdade, embora o que a nossa razão considere mau não seja mau no que refere à ordem e às leis da natureza universal, mas só no que se refere às leis de nossa natureza tomadas em separado. (...) Quanto aos termos "bom" e "mau", nada indicam de positivos considerados em si mesmos. (...) Porque uma única coisa pode ser ao mesmo tempo boa, má e indiferente. Por exemplo, a música é boa para os melancólicos, má para as carpideiras e indiferente para os mortos".
Baruch Spinoza
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