O suicídio é algo que sempre me emocionou. Sempre me fascinou a ideia de alguém tirar sua própria vida. Já imaginei até artisticamente o ato. Por que não romantizá-lo? Afinal, essa ideia de amor à vida nunca me agradou. Nunca vi motivos, depois que indaguei sobre, nos primeiros instantes, de continuar. É enfadonho. É um suplício. Vai além de querer morrer por tediosidade, pelo contrário, tendo também esse fator, a própria morte pelas próprias mãos de forma iminente seria o maior ato de rebeldia contra toda essa merda que reconhecemos de vida. Tão natural quanto a vida é seu fim. Porém, apesar do cansaço de mover-me, o fardo de suportar-me e suportar tudo, não creio no otimismo do suicídio. É ótimo acreditar que algo vá mudar para melhor após a morte ou que vou sanar minhas angústias na paralisia da inércia dela. Mas, o fato de não saber o que me aguarda, me faz não acreditar no benefício. Na verdade, por que abreviar o inevitável? Ainda posso lamuriar sobre minhas inquietudes, ainda posso ter lampejos de prazeres emocionais, ou mesmo os prazeres inevitáveis da própria mente. Seria essa a ótica mais plausível de permanecer aqui e continuar no Devir? É tudo obscuro. Não creio porque crer requer fé e a fé é a crença do que não se pode evidenciar. Não evidencio "sentido". Não vejo nenhum ideal sublime que me faça me deleitar no sublime. O que me resta é ser indiferente ao Fascínio. Aquém da perspectiva. Tudo isso é péssimo e é inevitável o sentimento, intransferível.
Levantar da cama por pura conveniência sucumbido pela frustração da verdade.
Obcecado pelos meus fanatismos, sabendo que jamais serei autônomo de mim mesmo.
Levantar da cama por pura conveniência sucumbido pela frustração da verdade.
Obcecado pelos meus fanatismos, sabendo que jamais serei autônomo de mim mesmo.
Matheus
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