Abraço mi'a lamúria chorosa da amargura.
Simpatizo com as trevas, envolto-me dela, deixo-a entrar, me tomar.
Na madrugada, com rosto desfalecido, dirijo-me ao quarto para o espelho.
No espelho observo, querendo observar algo que me faça entrar em pânico
e sentir algo além do enfado da opacidade.
No espelho me deparo com meu alter ego fúnebre, um defunto sugado que me dá calafrios,
possesso pelo próprio diabo que mostra-se verve diante do olhar.
Que olhar frígido, vermelho e fundo! típico dum furibundo insone,
radical consigo, temente a nada além dos causos impossíveis, sob o receio do desconhecido.
Me abomino e a tudo, desacreditei do meu fim, vou perpetuar-me na cadeira no meu quarto,
no silêncio mórbido, triste a ponto de ser gélido.
Quero demonstrar alguma novidade de esperança,
uma bonança qualquer que é típica dos que não produzem sublimidade do pensamento,
falho, declino, decaio aperriado, conformando-me com minhas inevitabilidades, com minha submissão fastiosa.
Que tenho para me salutar? sessenta quilos de peso, café e cigarro?
Que tenho para te dar? meu reflexo... dum decadente que precedeu a ironia,
verme que transcendeu o espírito dá fertilidade do pessimismo,
que se empobreceu,
que esmoreceu,
que apodreceu,
que encontrou a indiferença,
a indiferença ao fascínio.
Simpatizo com as trevas, envolto-me dela, deixo-a entrar, me tomar.
Na madrugada, com rosto desfalecido, dirijo-me ao quarto para o espelho.
No espelho observo, querendo observar algo que me faça entrar em pânico
e sentir algo além do enfado da opacidade.
No espelho me deparo com meu alter ego fúnebre, um defunto sugado que me dá calafrios,
possesso pelo próprio diabo que mostra-se verve diante do olhar.
Que olhar frígido, vermelho e fundo! típico dum furibundo insone,
radical consigo, temente a nada além dos causos impossíveis, sob o receio do desconhecido.
Me abomino e a tudo, desacreditei do meu fim, vou perpetuar-me na cadeira no meu quarto,
no silêncio mórbido, triste a ponto de ser gélido.
Quero demonstrar alguma novidade de esperança,
uma bonança qualquer que é típica dos que não produzem sublimidade do pensamento,
falho, declino, decaio aperriado, conformando-me com minhas inevitabilidades, com minha submissão fastiosa.
Que tenho para me salutar? sessenta quilos de peso, café e cigarro?
Que tenho para te dar? meu reflexo... dum decadente que precedeu a ironia,
verme que transcendeu o espírito dá fertilidade do pessimismo,
que se empobreceu,
que esmoreceu,
que apodreceu,
que encontrou a indiferença,
a indiferença ao fascínio.
Matheus
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