A filosofia existencialista indaga necessariamente a respeito da matéria do homem, digo a filosofia existencial mais pura, àquela que delibera sobre o homem "sem a consciência", partindo do princípio que ele "acabara de existir" e deve ser diagnosticado. Não necessariamente parte do princípio do homem consciente, que já se reconhece existente e está promovido, agora, de envolver-se consigo mesmo e assim, com seu meio social. O meio social é o primeiro impacto do homem consciente com a existência, vai além do meio natural, onde o homem se apresenta estático, imóvel, sem ânimo nem sentimentalismo que o impulsione, como móvel da ação. Sem a consciência o homem seria equivalente a uma pedra, a rigor. A solitude, a paralisia, a decomposição seriam fatores inevitáveis.
Pensando a respeito do homem consciente em comparação ao que é inconsciente, embora esses fatores sejam válidos para o homem consciente, também, muitas das vezes ele não os percebe, não os reflete e pior, não os aceita. É essa perspectiva que foge à verdade. É esse aprisionamento mental que acabamos nos adaptando para sobreviver, como uma necessidade, algo que nos foi imposto pela própria Natureza para nos atormentar. Desejando mover-se, iludi-se e sucumbe a um ideal de progresso, agindo para adaptar o meio natural ao social, trabalhando com a matéria natural que lhe é possível manipular, para suprimento pessoal e relacionando-se com os seres da mesma espécie no intuito de cópula e proteção, e assim a preservação. Em suma, essa é a diferenciação das filosofias existenciais: a que delibera sobre o homem sem consciência e a que delibera sobre o homem consciente. Uma leva ao diagnóstico do ser, apenas, a outra ao diagnóstico e propósito do ser em sociedade.
Matheus
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